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A Bola No Pé Do Outro Também Faz Gol.

Dizer que o ano de 2018 foi desafiador é utilizar da forma mais simplista a palavra “desafio”. Assim como eu, tenho grande certeza que você e a sua empresa suaram muito para ter um fechamento positivo em 2018 – inclusive, em alguns momentos, “suamos frio” com todas as incertezas e instabilidades que ganharam evidência, principalmente, na segunda metade do ano.

Agora, estamos em 2019. Algumas das dúvidas já não estão presentes, mas muitas ainda estão em aberto. Para nós, planejadores e executores, atuar em uma arena onde só estamos conseguindo enxergar parcialmente implica em grandes reflexões.

É claro que nunca temos todos os dados e informações sobre o tabuleiro no qual a nossa empresa está atuando, mas ainda estamos transitando em um momento de muita fragilidade sob a perspectiva de caminhos, direções e, principalmente, de consequências – em todas as dimensões de nossa sociedade nesse início de 2019.

Esse entendimento “raso” traz junto com as incertezas um sentimento que devemos ter muita atenção, uma vigilância constante: a paralisia. Essa falta de ação e/ou movimento é compreensível, mas não, necessariamente, algo justificável.

Em jogos de equipe como o futebol, por exemplo, quando o jogo está “truncado”, ou melhor, quando uma das equipes está totalmente na defesa – tornando o jogo mais parado, fechado e de difícil movimentação para quem está com a bola, existem duas grandes formas de tentar combater essa dinâmica: 1. Jogar em time e 2. Jogar sem a bola.

  1. Jogar em time: sem entrar no mérito sobre a qualidade de nossos jogadores, uma grande característica da seleção Brasileira ao longo dos últimos anos é a dependência e/ou a escolha intencional de usar um ou dois jogadores para resolver a partida. Contudo, em situações de jogo fechado fica mais fácil neutralizar esses atletas-chave, pois muitas vezes é óbvio que essa foi a estratégia adotada pelo técnico. Porém, seja no futebol ou no mundo dos negócios, a escolha de usarmos essa abordagem nos coloca em uma posição relativamente mais desafiadora, pois criamos uma espécie de gargalo em nossos processos para alcançarmos os objetivos – que não só podem criar um alto nível de dependência, como também podem ser combatidos por nossos competidores com alguma facilidade.

Para isso, em situações onde tudo parece atravancado, torna-se muito interessante avaliarmos a adoção de uma abordagem mais horizontal, ou seja, todos os envolvidos têm o entendimento sobre a sua participação específica para que os objetivos sejam alcançados. Há uma diluição da importância do indivíduo e o aumento proporcional da força do coletivo. No português claro, passamos a trabalhar em equipe.

  1. Jogar sem bola: essa abordagem parte da premissa que se ficarmos parados em nossas posições conhecidas/esperadas, nos tornamos previsíveis no que diz respeito ao que estamos fazendo e o que, muito provavelmente, pretendemos fazer. Sendo assim, fica bem mais fácil para os nossos opositores/adversários saberem o que precisa ser feito para nos impedir de colocar em prática as nossas intenções.

O “jogar sem bola” entra, justamente, nesse momento como uma medida de resposta positiva ao jogo fechado, o atleta/profissional se movimenta de tal forma que deixe um de seus parceiros de equipe com o espaço necessário para colocar a jogada em prática. Vale reforçar, que essa movimentação sem a bola pode ocorrer em uma iniciativa do início ao fim. Ou seja, a participação do profissional existe somente para chamar atenção, dificultar e “desorganizar” a estratégia de resposta do time adversário ao adotar ficar somente na defesa.

Voltando ao nosso 2019, a sensação que tenho é que estamos em uma partida com essas características: ainda fechada e truncada. Para isso, devemos, como mencionei anteriormente, ficar vigilantes para não dependermos de um número pequeno de profissionais que irão resolver, ou melhor, tentar resolver o problema.

Como já deve ter ficado claro com os dois exemplos mencionados, a “verticalização” pode e tem a sua importância, mas em partidas muito fechadas, saber jogar como um time e sem a bola pode ser a diferença que a sua empresa está buscando (e precisando) nesse momento para permanecer competitiva em um mercado que ainda se mostra relativamente fechado e pronto para não dar um espaço para que a sua organização possa se movimentar e colocar em prática as suas intenções e iniciativas.

Só se faz o gol com a bola, só recebe a bola que se movimenta e só existe possibilidade de movimento quando todos do time estão criando esses espaços sem a bola.

Como sempre, caso haja alguma dúvida ou questão, é só entrar em contato.

Bons negócios!

Até a próxima!

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Gabriel Machado – Strategic advisor, escritor e fundador da DODAKHAM.

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