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Cresce o número de empresárias no país

De acordo com o Sebrae, nos últimos dois anos, o número de mulheres empreendedoras que são “chefes de domicílio” saltou de 38% para 45% em todo o país

empreendedoraNo dia 19 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de incentivar as mulheres que querem empreender. De acordo com o Sebrae, nos últimos dois anos, o número de mulheres empreendedoras que são “chefes de domicílio” saltou de 38% para 45% em todo o país.

Em relação aos setores que elas mais investem, quase metade delas apostam no segmento de serviços (43,9%); 36,42% na indústria; 1,34% na construção civil; e apenas 0,15% na agropecuária.

Atualmente é possível encontrar mulheres que conciliam o próprio negócio com uma carreira já consolidada, que investem em setores onde elas até então eram minorias ou até mesmo que decidiram ousar e optaram em explorar alguns ramos inusitados.

Arquitetando um empreendimento

Idade não é mais um impedimento quando se fala em empreender, como mostra a empresária Selma Barbugian. Hoje com 58 anos, ela decidiu se arriscar no mundo dos negócios com 56, mesmo já com uma carreira consolidada como arquiteta. A ideia de empreender partiu de sua amiga, que até então era apenas colega, Raquel Damasceno. “Em um final de semana, na minha casa, a Raquel contou o plano de montar uma boutique de luxo, e logo eu me prontifiquei a ajudar, no entanto ela disse que não queria ajuda, e sim que eu fosse a sócia da empresa”, explica Selma.

Em 2017 então surgiu a loja virtual Bloom me, uma loja feita para mulheres que buscam produções sofisticadas e ideais para qualquer ocasião. A ideia inicial era que a boutique fosse exclusivamente online, mas a Bloom Me fez tanto sucesso que, em 2019, elas decidiram transformá-la em loja física também. “Não abri mão da minha carreira, decidi conciliar meu trabalho de arquiteta e de empresária. É um pouco corrido, mas ao tempo, é bastante prazeroso e satisfatório”, explica a empresária.

Sem a loja física, em 2018, o faturamento médio mensal da marca não passava de R$ 10 mil. Hoje, ele ultrapassa os R$ 30 mil. O tíquete médio é de R$ 400. Todos os produtos são vendidos tanto na loja quanto no e-commerce.

 

Negócios prazerosos

empreendedora 2O mercado erótico tem conquistado cada vez mais espaço no país. Várias empresárias decidiram investir no setor e criaram marcas conceituadas no mercado, como foi o caso da INTT Cosméticos. A marca surgiu em 2007, após a família Seitz desembarcar no aeroporto de Munique, na Alemanha, e se surpreenderem com a qualidade dos produtos que eram vendidos no sex-shop do local.

Após estudarem bastante sobre o mercado, a marca foi lançada no mesmo ano. “Hoje as pessoas estão mais esclarecidas, não ficam com receio de entrar em uma loja de produtos eróticos pois sabem que é possível encontrar uma variedade de produtos sofisticados, então o mercado passou a ser levado a sério”, explica Stephanie Seitz, diretora da INTT Cosméticos.

Hoje, a INTT Cosméticos acumula cifras interessantes, como um crescimento de 500% em uma década e a comercialização de 600 milhões de itens. Com 200 produtos no portfólio e 40 funcionários, os Seitz decidiram expandir os seus negócios e atravessarem o oceano Atlântico rumo à Europa, levando na bagagem ativos e a qualidade brasileira, com os quais pretendem despertar o interesse dos consumidores ávidos por novidades eróticas.

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