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Apoiando Pais e Mães em Suas Carreiras: Um Guia para Empresas e Colegas de Trabalho

Apoiando Pais e Mães em Suas Carreiras: Um Guia para Empresas e Colegas de Trabalho

A vida de alguém que concilia carreira e filhos é incrivelmente recompensadora, mas nem sempre é fácil. Mães e pais no mundo todo se esforçam para que suas horas de dedicação ao trabalho e à vida pessoal se equilibrem da forma mais harmônica possível.

De acordo com a Gallup, moradores dos Estados Unidos com filhos abaixo dos 18 anos têm maior chance de se sentirem estressados ou com a sensação de não terem tempo para mais nada, comparados àqueles que não tem filhos.

Mas não depende só dos pais o desafio de como gerenciar a divisão entre a vida profissional e pessoal. As empresas têm papel essencial no apoio à rotina daqueles que têm filhos.

Para isso, a Evernote reuniu alguns de seus funcionários em uma discussão sobre ‘como trabalhar quando se tem filhos’ e descobriu que, desde fornecer benefícios até definir o tom em busca de uma cultura mais empática, as empresas, gerentes e colegas podem fazer muito para aliviar um pouco a rotina dos pais e mães.

Os melhores insights estão resumidos abaixo. Neste outro texto, você confere  mais um conteúdo criado pela Evernote para falar sobre o tema.

Políticas amigáveis trazem retorno ao negócio

Criar políticas amigáveis para famílias pode ser uma vantagem na busca por talentos. Uma pesquisa da Glassdoor revelou que quatro entre cinco trabalhadores preferem benefícios melhores ao invés de um aumento de salário. E essa pressão só vai aumentar no futuro. Em 2025, millenials serão 75% da força de trabalho nos Estados Unidos, e já mostraram que valorizam as empresas que prezam pela flexibilidade.

E não são só os pais e mães que se beneficiam: existem vantagens reais para as empresas. Ao aumentar seu período de licença maternidade, o Google descobriu que a quantidade de mães que pediram demissão diminuiu em 50%!

Além disso, um report do New America Foundation cita estudos que mostram o impacto da licença maternidade/paternidade na performance e produtividade dos funcionários. Com isso, é fácil concluir que encontrar maneiras de ajudar os funcionários em casa deixa os funcionários mais felizes e produtivos no trabalho, influenciando positivamente nos negócios.


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Políticas com propósito: ajudando, de maneira inclusiva

Existem benefícios tangíveis que as empresas podem colocar em prática, como creche no local, auxílio-creche, ou um subsídio para ajudar a cobrir os custos.

O período de transição e a volta, aos poucos, ao trabalho com opções de jornadas parciais ou home-office podem ser muito úteis para novos pais/mães nesses primeiros meses após a licença.

Precisamos nos lembrar que ser pai e mãe já é um emprego por si só e que afeta homens, mulheres, pais e mães biológicos e adotivos, todos da mesma forma. Por isso, antes de mais nada, essas políticas precisam ser inclusivas.

Na Evernote, são oferecidas tanto às mães, quanto aos pais, seis meses de licença nos Estados Unidos, com duas semanas de trabalho em jornada parcial para facilitar o retorno. Isso inclui tanto o nascimento de um filho ou adoção, como maneira de estreitar os laços familiares. O Evernote também lançou o Lucy, nova plataforma que oferece um sistema de suporte baseado em tecnologia para novos pais e mães ao fornecer cuidado pré e pós-natal, recursos e orientação.

Dias flexíveis para se adequar à vida real

A forma como trabalhamos está mudando, desde o trabalho remoto até equipes virtuais. Então, o mesmo deve valer na criação de um ambiente que viabilize a flexibilidade para os pais e mães que trabalham.

Desde horários flexíveis até dias para trabalhar de casa, pais e mães precisam do espaço para ir a reuniões na escola e consultas no dentista. E um horário tradicional de 8h30 às 17h30 não é exatamente o mais indicado para acomodar tudo isso.

Na Evernote, os funcionários que têm filhos afirmam que as políticas flexíveis geram uma sensação de autonomia e empoderamento.

Crie a cultura de suporte

Mas não basta só falar sobre isso ou introduzir novas políticas. Se as mães se sentem culpadas ao sair do escritório para ir àquela consulta, ou se os pais não usam sua licença paternidade, significa que algo não está funcionando muito bem. A flexibilidade precisa permear a cultura.

Felizmente, a cultura nas empresas está começando a mudar do “estar presente” para uma cultura mais focada em resultados. E isso pode ser um grande diferencial. Um dos grandes diferenciais na Evernote (e que foi reconhecido durante o debate) é que não existem muitas empresas em que você pode ser um grande funcionário e um grande pai ao mesmo tempo. E é isso que a Evernote vem tentando fazer.

Um ambiente mais empático

Colegas de trabalho e gestores também precisam fazer sua parte dentro desse cenário. Aqui estão algumas dicas para a criação de um ambiente de trabalho mais empático para colegas com filhos:

1)  Dê espaço e generosidade

É importante que os colegas de trabalho que não têm filhos entendam que ter um filho pode impactar o seu colega de muitas maneiras. Certifique-se de dar aos pais espaço e generosidade.

2) É tudo uma questão de empatia

Um tema recorrente na discussão foi empatia. Alguém que está em uma reunião às 10h da manhã pode ter sido acordada às 3h pelo filho. Por isso, se você tem um colega que é pai ou mãe e parece que eles estão tendo um dia ruim, lembre-se que não é nada pessoal.

3) Pense na agenda de um pai/mãe.

Lembre-se que não é fácil para um pai/mãe estar naquele happy-hour ou em reuniões de última hora. Ao organizar eventos da equipe, tente antecipar a hora de início do evento para que mais pessoas consigam fazer parte.

4) Gerencie as conversas.

Ao gerenciar um pai/mãe, há alguns itens adicionais que você precisa levar em consideração. Um estudo revelou que 41% dos pais e mães não veem como poderiam ser bem-sucedidos sem um chefe que os apoie. No debate, ao serem questionados sobre como os gestores poderiam cultivar este apoio, as conversas sobre desenvolvimento de carreira foram um ponto comum da discussão.

A necessidade de uma comunidade

No final do dia, construir um local de trabalho que seja verdadeiramente amigável para pais e mães é mais do que simplesmente acomodar aqueles que têm filhos. É verdadeiramente viver a ideia de sermos nós mesmos, com tudo que essa jornada dupla inclui.

As pessoas são no trabalho as mesmas que são ao exercerem os papeis de pais e mães. Você é um só no trabalho e estar em uma empresa que facilite e entenda isso deixa tudo mais fácil.

*Jessi Craige é especialista em conteúdo da Evernote

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