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Nem sempre o dono do negócio é o melhor gestor

"...a entidade “negócio”, que tem um CNPJ, deve funcionar por si só."

Saber o momento certo de “passar o bastão” é um sinal de maturidade do empreendedor

Ser o criador do negócio, o dono, o sócio majoritário, idealizador – é muito importante, mas
quando o empreendimento deslancha, ou seja, começa a gerar receita e escala, não basta
mais ser o dono: tem que colocar o chapéu de gestor, arregaçar as mangas e entender o
“modus operandi” para poder fazer funcionar.

Ao longo dos últimos anos, lidei com muitos negócios que não admitiam não ter o dono, ou
criador, como mola mestra do empreendimento. Mas pensemos friamente: uma coisa é a
ideia de negócio, a outra é a operação. Se isso não fosse uma realidade, empresas como
Starbucks e Walmart, no Brasil, não teriam vendido suas operações. Empresas de tal porte
entendem que precisam de “musculatura” para não só ganharem mais fatia de mercado,
mas manterem suas posições perante um mercado concorrente tão massivo.

Quando um negócio já tem consciência de marca (ou seja, já tem autoridade e
reconhecimento no mercado) e precisa de escala, de fôlego e de processos mais bem
definidos, nem sempre o gestor atual consegue realizar esse trabalho. Mas não porque ele
não conheça seu próprio “business”, mas sim porque alguns profissionais mais experientes,
mais preparados no mercado no mesmo segmento – ou até em outros – podem ter uma
visão mais crítica e ter algum “benchmark” (referência validada) para trazer para a
operação. E muitas vezes para se ter um olhar crítico, não se pode estar envolvido
emocionalmente com o negócio e nem estar viciado com os processos iniciais.

É um forte indício de sapiência quando o empresário aceita fazer essa “virada de chave” em
prol de bons resultados. E um bom gestor sabe detectar esse momento e se abre para a
seleção de possíveis gestores que possam alavancar a empresa. Afinal de contas, a
entidade “negócio”, que tem um CNPJ, deve funcionar por si só. Imagine aqueles
empreendimentos que dependem totalmente do dono e que ficam a mercê até mesmo de
sua saúde? Se todos pensassem assim, as empresas não seriam limitadas, sociedades
anônimas e não abririam “IPO” – oferta inicial pública na bolsa de valores.

O negócio e seu dono são entidades diferentes e devem ser encaradas como tal. Por isso
devemos considerar que nem sempre o idealizador é o melhor gestor para o negócio.
Profissionalizar os processos é o que garante a saúde de um negócio.

Saiba mais sobre Adriana Vale clicando aqui.


Adriana Vale, mentora de negóciosmestre em Gestão de Negócios, profissional com 21 anos de mercado, empresária, professora de pós graduação, mentora e avaliadora de várias bancas consagradas no mercado; trabalha com projetos de viabilidade e posicionamento de negócios e criou um programa de gestão de negócios eficiente.

 

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