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Nem toda oportunidade… é de fato uma oportunidade

Nem toda oportunidade… é de fato uma oportunidade

Quantas vezes não percebemos uma situação que teria uma solução mais fácil se
houvesse um produto ou serviço que sanasse esse problema específico, não é mesmo? E
muitas vezes é um problema presente em nossas vidas e poderíamos começar a pensar em
como resolver isso para nós mesmos e consequentemente para outras pessoas. E porque
não transformar isso em um negócio? Estamos em pleno vapor na era do
empreendedorismo e todos somos plenamente capazes de sermos empreendedores e
resolvermos problemas, certo? E se eu lhe dissesse que não é bem assim?

Mesmo quem tem espírito empreendedor e que têm olhar “clínico” para detectar
oportunidades, precisa ter cuidado com a diferença entre oportunidade e necessidade.
Existem necessidades que são muito próprias de um nicho de pessoas mas que se forem
formatadas soluções para elas, sequer permite que se monte um negócio rentável, porque a
escala é muito pequena. Querer resolver os problemas do mundo, inovar, ser disruptivo é
muito bom mas não deixa de eximir a pessoa de ter os pés no chão. Porque entre a teoria e
a realidade, existe um “gap” enorme. Como mentora, já vi muitas pessoas, tanto bem jovens
como mais maduras, darem início a uma jornada empreendedora para fazer ofertas ao
mercado de coisas que não existem e que supostamente poderiam mudar a vida de muitos.

Mas eu lhe pergunto: eles se questionaram se isso era viável? Se alguém já tentou
implementar essa solução e não conseguiu por questões culturais, financeiras, etc. e
ninguém jamais falou porque deu errado? E com o advento da tecnologia, parece que as
soluções ficaram mais fáceis, mas os recursos tecnológicos não substituem experiência,
tendência, hábito. Por exemplo: ter uma plataforma de vendas online significa ter um canal
mais amplo de venda e oportunidade de maior escala, mas não invalida a necessidade de
entender os hábitos do consumidor, comunicação direcionada, entre outros.

Quando alguém vislumbra uma oportunidade de negócio, antes de mais nada deve se
perguntar: porque alguém compraria isso? qual o benefício na vida das pessoas? Se você
não tem a resposta, deve ir atrás de validação, que pode e deve ser feito por meio de
pesquisa. Muitas vezes, parte das informações estão em dados secundários, ou seja, em
informações que alguém já levantou – por exemplo, acessível no Google. Quando não,
planeje um painel de entrevistas e procure questionar o máximo possível. Criar uma oferta e
montar a estrutura de um negócio que não atende ao público, pode acabar sendo um
investimento jogado fora. Não nos esqueçamos que produtos e serviços não devem só ser
atraentes por si só; devem ser úteis ou no mínimo um supérfluo desejado pelo público para
que seja adquirido. Se você cria uma oferta que não gera receita, ou seja, não vende, não
tem um negócio, mas sim, um hobby.

Saiba sobre Adriana Vale clicando aqui.


Adriana Vale, mentora de negóciosmestre em Gestão de Negócios, profissional com 21 anos de mercado, empresária, professora de pós graduação, mentora e avaliadora de várias bancas consagradas no mercado; trabalha com projetos de viabilidade e posicionamento de negócios e criou um programa de gestão de negócios eficiente.

 


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