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Em 2018, não deixe o ego dos líderes destruir a inovação da sua empresa

"Liderança não tem a ver com ego e controle. É uma maneira de conduzir pessoas para que também sejam líderes, para que também cresçam e se desenvolvam."

Será que líderes estão dando espaço para que as novas e boas ideias possam surgir?  Ou a falta de preparo emocional dos gestores está impedindo que as ideias que poderiam resgatar o negócio venham à tona?

 

*Por Semadar Marques
Especialista em liderança colaborativa e inteligência emocional

 

Aumento do desemprego, inflação, crise política. Com todas essas dificuldades, o ano de 2017 não acabou com a crise como esperávamos e ainda trouxe diversos escândalos políticos que colocaram ladeira abaixo o fortalecimento da credibilidade e confiança do país. Novos negócios surgiram às pencas pela necessidade de quem ficou sem emprego e brasileiros precisaram explorar novas possibilidades de trabalho.Todas essas mudanças estão pressionando pequenos e grandes empresários a investirem em organização, melhora constantes de processos e capacitação de profissionais para que enxerguem soluções e aprendam a inovar. Mas, e dentro das empresas, será que líderes estão dando espaço para que as novas e boas ideias possam surgir?  Ou a falta de preparo emocional dos gestores está impedindo que as ideias que poderiam resgatar o negócio venham à tona?Infelizmente alguns líderes ainda não descobriram que dar espaço para as ideias é dar espaço para a inovação e têm medo que seus funcionários se destaquem e realmente falem o que pensam, impedindo que lhe deem feedbacks verdadeiros e tragam seus melhores insights. E quanto mais alta hierarquia, mais fácil é termos um déficit de empatia entre liderados e líderes, porque maior é o medo de manifestar seu ponto de vista e o que é verdadeiro. Isso é muito negativo porque um dos elementos chave que conhece o fluxo de trabalho, o dia a dia e pode gerar ideias significativas para inovação é o funcionário que está na linha de frente. Tratá-los com distanciamento e desconsideração do que pensam gera um bloqueio na comunicação que pode evoluir para um clima de animosidade e medo. E precisamos falar sobre isso.

Empresas que ampliam esse contato e criam ambientes onde haja interação, discussão e espaço para as profissionais manifestarem as suas ideias, minimizam esses climas de tensão e conseguem com isso deixar seus profissionais tranquilos para desenvolverem um ótimo trabalho. Em contrapartida, ambientes que contam com gestores com autoridade apenas hierárquica e não se preocupam em desenvolver líderes inspiradores, têm uma grande tendência a desenvolver um clima de sobrevivência, que abre espaço para alianças parciais, boicotes, fofocas e situações de angústia e apreensão. Isso porque o temor que as pessoas sentem de perder espaço por não haver confiança e por não serem ouvidas nem terem suas ideias consideradas gera defensividade, o que as leva a fazer de tudo para “sobreviver” nesta verdadeira selva humana. Você sabe do que estou falando e certamente já deve ter conhecido algum lugar onde a insalubridade emocional dos funcionários era tão gritante que ninguém conseguia trabalhar como deveria.

Desenvolver lideranças que saibam criar empatia entre a equipe, minimizando os ambientes de conflitos e fazendo com que as pessoas interajam e se coloquem umas no lugar das outras transforma essas situações. Quando o gestor coloca estes valores como prioridade, ele desenvolve um ambiente de performance, onde pessoas irão se esforçar para superar-se, já que estão sendo valorizadas em suas melhores habilidades e não têm medo de mostrar suas melhores ideias. Isso fortalece a autoestima de uma equipe, criando a sinergia necessária para alcançar objetivos que sejam comuns e beneficiem a todos.

Liderança pressupõe influenciação para gerar o engajamento que se precisa e chegar a algum ponto. Por isso é tão essencial desenvolver lideranças que saibam pensar no todo e considerem sinceramente o material humano com a qual trabalham. Quando a pessoa que comanda e coordena faz isso, seus colaboradores sentem e percebem. O contrário também é válido: quando o chefe maior pensa somente em si mesmo, de uma maneira egoísta, as pessoas também percebem. E o clima de confiança que se precisa criar para desenvolver um bom trabalho é seriamente prejudicado.

Liderança não tem a ver com ego e controle. É uma maneira de conduzir pessoas para que também sejam líderes, para que também cresçam e se desenvolvam. O líder que influencia é um estimulador da autoconfiança de sua equipe, capaz de questionar e gerar reflexões para o crescimento. De todos.

*Semadar Marques é especialista em Empatia, Liderança Colaborativa, Propósito de Vida e Inteligência Emocional. Através de suas palestras, conferências e workshops sobre esses temas, Semadar busca inspirar as pessoas a irem atrás do que lhes faz plenamente felizes.

Saiba mais sobre Semadar Marques.

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